<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782</id><updated>2011-07-13T22:00:21.475-03:00</updated><title type='text'>Crônicas Bem Humoradas!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-4068886340192236675</id><published>2011-06-27T12:13:00.000-03:00</published><updated>2011-06-27T12:13:42.692-03:00</updated><title type='text'>Um velho truque</title><content type='html'>Um velho truque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Hoje, pela manhã, fazia a minha caminhada matinal pela cidade. Solitário, vou pensando na vida e ideias  costumam surgir, me fornecendo material  para esse verdadeiro “papo” que tenho com os leitores.&lt;br /&gt;  Andando pelas ruas, neste fim de outono, temperatura bem fria para nós brasileiros, vi várias folhas de árvores, que num breve voo, acabavam caindo no chão.&lt;br /&gt;  Com certeza, imaginei,  isso que acabei de ver daria um belo haikai. Como o leitor sabe, o haikai é uma invenção japonesa. A intenção é captar este instantâneo, como num clique de máquina de retrato. E esse instantâneo tem que caber num pequenino terceto, em apenas 17 sílabas: 5/7/5.   &lt;br /&gt;  Vou me abrir com o amigo leitor: simplesmente, não consigo por em palavras esse instantâneo eterno. Isso só oriental sabe fazer, sabe-se lá o porquê. As folhas cansaram de cair na minha frente, quase que suplicando um haikai da minha lavra. Deu vontade de falar: podem desistir! Pois é, o leitor deve estar perguntando: Por que não disse? Não disse, mas pensei.&lt;br /&gt;  Pois muito bem, siga comigo, meu bom leitor, nessa caminhada. Passo por uma rua que vai dar exatamente em frente ao CIEP, depois que se passa por uma ponte. Muitos vão dizer: não era melhor dizer o nome da rua? Respondo: aqui em Miracema ninguém sabe nome de rua. Só conhecemos algumas ruas pelo apelido, tanto que a Prefeitura desistiu  de colocar placas indicativas. E essa rua por onde passo agora nem apelido tem. &lt;br /&gt;  Agora  vem o inusitado. Duas colegiais cruzam o  meu caminho e ouço uma delas dizer:  “fulana, era nove e poca” (tenho certeza que ela não falou pouca). E repetiu com ênfase: “fulana, era nove e poca” Algo muito sério aconteceu naquela hora.  Sempre me interessei pelo detalhe, mas o detalhe humano. Vejam vocês, as folhas que caíram lá atrás não tocaram a minha sensibilidade poética. Agora, esse “nove e poca” tinha algo de transcendental para mim. Só não sabia era calcular o mundo que se escondia com essa expressão.&lt;br /&gt;  Mas tive o meu triunfo! Quase no fim do meu exercício, na rua que dá em frente  à minha casa (rua também sem nome),  passa uma senhora de bicicleta, com um filhinho no colo. Para em frente a um estabelecimento comercial. Ao botar o pé no meio- fio,  acontece a tragédia: ela aterrissa  o pé, limpinho. Esse pé estava  limpo, pude constatar. Repetindo:  ela pousa o pé bem em cima de uma bosta  de cachorro. Bosta mole, também pude ver! &lt;br /&gt;  Abrindo a porta de casa, ouvia seus gritos lancinantes: “Ai, minha Nossa Senhora! Minha Nossa Senhora! Que nojo! Que nojo! E uma coisa impressionante: nada pude fazer pela senhora aflita. Ou melhor, não quis me incomodar...&lt;br /&gt;  Meditei:  não estaria toda a tragédia humana contida neste quadro?&lt;br /&gt;  Não acontecem, assim, quantas vezes, do nada, as tragédias humanas?&lt;br /&gt;  Conduzi o meu leitor até aqui e prometo que vou terminar. Aprendi, ontem, do meu amigo Seminale,  um dos bons poetas do  Recanto das Letras, que existe o poema chamado senryu, uma espécie de primo do haikai. Também um terceto, mas cujo objetivo é condensar os problemas humanos, podendo o poeta dar um tom cômico ou irônico ao que ele pretende retratar.        &lt;br /&gt;  Na vida há sempre um truque a ser aprendido. A duras penas aprendi alguns  pequenos truques para escrever uma crônica.    &lt;br /&gt;  Mas a poesia da vida. Poesia da vida, ah! É para poucos. Esse velho truque ainda tenho que aprender.&lt;br /&gt;Gdantas                                                                                                                                           &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-L9zGDPst_LI/TgidZysOcCI/AAAAAAAAALI/JGnORSFtjJY/s1600/m%25C3%25A1gico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="252" src="http://4.bp.blogspot.com/-L9zGDPst_LI/TgidZysOcCI/AAAAAAAAALI/JGnORSFtjJY/s320/m%25C3%25A1gico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-4068886340192236675?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/4068886340192236675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/um-velho-truque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/4068886340192236675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/4068886340192236675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/um-velho-truque.html' title='Um velho truque'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-L9zGDPst_LI/TgidZysOcCI/AAAAAAAAALI/JGnORSFtjJY/s72-c/m%25C3%25A1gico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-8270387759168646496</id><published>2011-06-26T18:21:00.000-03:00</published><updated>2011-06-26T18:21:16.942-03:00</updated><title type='text'>Roça apimentada</title><content type='html'>Roça Apimentada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Há muito tempo o cumpadi  estava de olho grande na cumadi.&lt;br /&gt;             Toda semana ele levava a cumadi até a Vila, para as compras,  no seu carro de boi.&lt;br /&gt;             A cumadre, pudicamente,  se sentava de costas,  no fundo do carro.&lt;br /&gt;             Mas naquele dia,  rompeu-se o silêncio,  o cumpadi,  candeando os bois, começou a cantar:&lt;br /&gt;             -  Vem cá Cupido, volta degredo!&lt;br /&gt;                Eu tô querendo cantar a cumadi&lt;br /&gt;                Mas tô com medo!&lt;br /&gt;             Foi aí que o inesperado aconteceu, porque a cumadi,  num repente,  logo respondeu:&lt;br /&gt;             -  Volta degredo,  vem cá cupido!&lt;br /&gt;                Se tivesse cantado antes&lt;br /&gt;          &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hzEJlRHYVOI/TgeiwveaG4I/AAAAAAAAAK4/yzC_WMaiI1k/s1600/Carro_de_boi_Caetit%25C3%25A9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="209" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-hzEJlRHYVOI/TgeiwveaG4I/AAAAAAAAAK4/yzC_WMaiI1k/s320/Carro_de_boi_Caetit%25C3%25A9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;      Já tinha comido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-8270387759168646496?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/8270387759168646496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/roca-apimentada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/8270387759168646496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/8270387759168646496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/roca-apimentada.html' title='Roça apimentada'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hzEJlRHYVOI/TgeiwveaG4I/AAAAAAAAAK4/yzC_WMaiI1k/s72-c/Carro_de_boi_Caetit%25C3%25A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-6043335751710286139</id><published>2011-06-26T17:53:00.002-03:00</published><updated>2011-06-26T17:55:16.108-03:00</updated><title type='text'>Senryu nº 01</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-NXyqVeA4I8g/Tgecoh8XCXI/AAAAAAAAAKw/6NynkzO3XbU/s1600/pris%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 93px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NXyqVeA4I8g/Tgecoh8XCXI/AAAAAAAAAKw/6NynkzO3XbU/s200/pris%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622634879915592050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                            Senryu nº1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                 Gritamos: punição!&lt;br /&gt;                   Prisões    desumanas, &lt;br /&gt;                   Mais   violência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-6043335751710286139?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/6043335751710286139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/senryu-n-01.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/6043335751710286139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/6043335751710286139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/senryu-n-01.html' title='Senryu nº 01'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NXyqVeA4I8g/Tgecoh8XCXI/AAAAAAAAAKw/6NynkzO3XbU/s72-c/pris%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-796258841696658881</id><published>2011-06-26T17:43:00.003-03:00</published><updated>2011-06-26T17:44:55.819-03:00</updated><title type='text'>El placer de servir</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-v_tbHBLL_x0/TgeaMmq-4FI/AAAAAAAAAKo/eUjZbne2u08/s1600/Gabriela_Mistral-01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 148px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-v_tbHBLL_x0/TgeaMmq-4FI/AAAAAAAAAKo/eUjZbne2u08/s200/Gabriela_Mistral-01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622632201125290066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                         El   Placer  de  Servir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                   GABRIELA  MISTRAL- nascida em 07/04&lt;br /&gt;                                                                                                          1889-1957&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          “Toda  la  naturaleza  es un anhelo de  servicio;  sirve la nube, sirve el aire, sirve el surco.  Donde haya un árbol que plantar, plántalo tú;  donde haya un error que enmendar, enmiéndalo tú; donde haya un esfuerzo que todos esquiven, acéptalo tú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         Sé el que aparte  aparte la estorbosa piedra del camino,  sé el que aparte el odio entre los corazones y las dificultades del problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       Existe la alegría de ser sano y de ser justo; pero hay, sobre todo, la hermosa, la inmensa alegría de servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   ¡Qué triste sería el mundo si todo en él estuviera hecho, si no hubiera rosal que plantar, una empresa que acometer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  Que no te atraigan solamente los trabajos fáciles: ¡Es tan bello hacer lo que otros esquivan!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Pero no caigas en el error de que sólo se hace mérito con los grandes trabajos; hay pequeños servicios que son buenos servicios: Adornar una mesa, ordenar unos libros, peinar una niña. Aquél es el que critica, éste es el que destruye, sé tú el que sirve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             El servir no es una faena de seres inferiores. Dios, que da el fruto y la luz, sirve. Pudiera llamársele así: El que sirve. Y tiene sus ojos fijos en nuestras manos y nos pregunta cada día: ¿Serviste hoy? ¿Al árbol? ¿A tu amigo? ¿A tu madre?”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-796258841696658881?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/796258841696658881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/el-placer-de-servir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/796258841696658881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/796258841696658881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/el-placer-de-servir.html' title='El placer de servir'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-v_tbHBLL_x0/TgeaMmq-4FI/AAAAAAAAAKo/eUjZbne2u08/s72-c/Gabriela_Mistral-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-9039074520612501324</id><published>2011-06-26T17:27:00.002-03:00</published><updated>2011-06-26T17:31:31.504-03:00</updated><title type='text'>A parteira sertaneja</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-7hsaclmyjcA/TgeXAJ8GPGI/AAAAAAAAAKg/Wlca2YaY4l8/s1600/parteiras%2B%2Btradicionais.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 162px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7hsaclmyjcA/TgeXAJ8GPGI/AAAAAAAAAKg/Wlca2YaY4l8/s200/parteiras%2B%2Btradicionais.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622628688719133794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                        A parteira sertaneja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                &lt;br /&gt;  A parteira da minha cidade está assanhadíssima&lt;br /&gt;  - Ué,  qual a razão?&lt;br /&gt;  - Ela foi punida pela Secretaria de Educação por imoralidades e obscenidades, porque deu um laudo para um Delegado de Polícia, a respeito de um crime de estupro,  com um palavreado muito chulo.&lt;br /&gt;  - e aí?&lt;br /&gt;  - Bem, ela recorreu da decisão de punição com base neste livrinho do MEC, esse livrinho que está dizendo que nada pode ser considerado errado na escrita da gente. Que tudo é preconceito, sabe...&lt;br /&gt;  - Mas o que é que uma parteira, ainda mais do porte da Da. Zulmira, poderia escrever de errado, apesar de ter nascido no  alto agreste de uma cidade que ninguém conhece? Afinal, o que foi que ela escreveu?&lt;br /&gt;  - Nem de conto, mas leia você mesmo o que ela escreveu: “ "Eu , Maria Zulmira,  parteira oficial do destrito de Jenipapo, declaro para o bem do meu ofício que, examinando os baixos fudetórios de Maria das Mercedes, constatei manchas arrôxicadas na altura da críca, que para mim, ou foi supapo de rola ou solavanco de pica.&lt;br /&gt; É verdade e dou fé."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gdantas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-9039074520612501324?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/9039074520612501324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/parteira-sertaneja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/9039074520612501324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/9039074520612501324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2011/06/parteira-sertaneja.html' title='A parteira sertaneja'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7hsaclmyjcA/TgeXAJ8GPGI/AAAAAAAAAKg/Wlca2YaY4l8/s72-c/parteiras%2B%2Btradicionais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-3310991624031442460</id><published>2010-02-23T08:57:00.001-03:00</published><updated>2010-02-23T08:58:13.231-03:00</updated><title type='text'>O Jacaré</title><content type='html'>Naquele início de noite já estava atrasado para assistir a primeira aula no prédio antigo da Faculdade de Direito Cândido Mendes, na Praça XV, no Rio. A aula começava às 19,00h,  em ponto. Eram 18,55 quando corri esbaforido rumo à imensa escadaria da Faculdade, pulando de dois em dois degraus. Estava com 19 anos e,  portanto, em plena forma física  e ainda por cima com meia dúzia de namoradas, todas ao mesmo tempo, naturalmente, e que não me davam trégua. Estava atrasado justamente porque me demorara com uma delas ao sair do trabalho. A minha pressa tinha um  outro motivo tão importante quanto assistir a primeira aula. É que o Henrique Jesuíno Guimarães, velho amigo que mantenho até hoje, costumava nos últimos 10 minutos antes de entrarmos em sala contar umas piadas maravilhosas, com uma interpretação que só ele sabia dar. As piadas de português, então, eram notáveis. Naquela noite mesmo ele estava acabando de contar a do cientista português, o único a dar um jeito nas asas de um avião supersônico. Em todos os testes feitos com cientistas alemães, americanos, franceses e ingleses , as asas do avião sempre se partiam depois de alcançada uma certa velocidade. Desesperados, os inventores do supersônico tiveram que apelar para o cientista português. O cientista mandou fazer uns pequenos furos bem no meio das asas e elas  não mais se partiram. E o Henrique,  neto de português, com sotaque lusitano de Traz-os-Montes , imitando  o  gajo, explicava  como foi resolvido o problema: “simples, mó amigo, apliquei a fórmula do papel higiênico, que nunca parte no picotado.”  Bem, realmente, naquela noite  não cheguei a ouvir a piada, nem um outro amigo nosso, o  Gilberto Toldo, pois esse sempre chegava atrasado,mesmo! Aconteceu que quando estava subindo a escadaria, um moço, bem magro, que dizia ser o José de Arimatéia, segurou-me pelo braço e disse que havia gostado do meu perfil grego , o que já me deixou arredio, pois nunca tinha ouvido falar até então em perfil grego, estaria recebendo uma cantada? Mas  acabei            ouvindo o que ele tinha a dizer: - escuta, eu dirijo peças de teatro infantil e estou precisando de alguém que faça o papel do jacaré. – mas eu nunca fiz teatro e acho que não tenho jeito para isso, além do mais sou muito tímido. – não tem importância, não, tudo na vida é treino. Olha, vou deixar com você esses papéis com a fala do jacaré, você tem uma semana para treinar, certo?  Preciso de um ator com esse seu perfil, por causa do seu nariz, que chamo de grego.  Tentei sair fora, mas acabei pegando a papelada e ficou combinado que na semana seguinte nos encontraríamos para combinar a sério os ensaios. Mas antes de me despedir, perguntei ao desconhecido como seria a minha entonação. Foi quando o Arimatéia leu o que seria a minha primeira fala, com voz de falsete, meio esganiçada e bem alta: “A gaita, a gaita, eu não posso ouvir essa gaita que tenho vontade de chorar” Não preciso nem revelar  às minhas amigas e amigos que estão agora me lendo, o meu furtivo pensamento: “levo essa papelada para casa, jogo numa gaveta e na semana seguinte devolvo para esse cara dizendo que não tenho jeito para o negócio”.   E foi mesmo o que aconteceu. Devolvi o script e nunca mais vi o Arimatéia.&lt;br /&gt;                                       É verdade que até participei de uma única peça teatral, mas quando tinha 07 anos, no Colégio Angelorum, na Glória,  num papel bem secundário, recitando uma pequena poesia, para a alegria da minha mãe, com minha irmã Naná, no colo, assistindo a peça e, claro, foi a última a parar de  bater palmas.Coisas de mãe- coruja.Eis aí    um belo exemplo de pleonasmo.&lt;br /&gt;                                     Apesar da minha pretensão de ser um homem realista, com os pés bem grudados no chão, e não ser dado a arrependimentos, nessas horas de memorialista, me vejo, de repente, sonhando com o que poderia ter me acontecido se naquele dia tivesse aceitado o convite daquele homem do teatro. Me pego sonhando com atuações fulgurantes no Teatro de Comédia, ou no Teatro dos Quatro. Dando entrevistas com o pseudônimo de Gil Vicente. E, pasmem! Sonhei outro dia que pegava o jornal  de manhã e  lá estava o cabeçalho bem grande: “Morre Paulo Autran, o teatro brasileiro fica mais pobre. Em compensação, ainda temos Gil Vicente, o discípulo que mais se aproxima de Autran!” Despertei de uma noite agitada e olhando para minha mulher, ainda suspirando,dei graças a Deus por ter tido um sonho  mais ou menos humilde, afinal não sonhei que era o Autran, e jurei  comigo mesmo não contar nada para ela, que sempre me achou um pouquinho vaidoso. É exagero dela,  podem acreditar. Não minto. E  posso afirmar: meu nariz é grego, não é de Pinóquio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-3310991624031442460?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/3310991624031442460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/02/o-jacare.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/3310991624031442460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/3310991624031442460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/02/o-jacare.html' title='O Jacaré'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-2475679622760898913</id><published>2010-02-14T16:44:00.001-02:00</published><updated>2010-02-14T16:46:31.406-02:00</updated><title type='text'>Os filhos da Mamma!</title><content type='html'>Lendo os jornais de domingo,  deparo-me com notícias bombásticas  sobre os jovens da Europa do nosso século XXI. Não, amigo, não é notícia sobre jovens criminosos ou menores drogados ou “serial killers”, ou “hackers.” É algo mais prosaico, mas bem preocupante.Para mim, então, neto do Sotôviro, é altamente alarmante!&lt;br /&gt;                     Calma, gente,  é claro que terei que explicar quem foi Sotôviro antes de adentrar na problemática dos jovens europeus. Sotôviro é uma corruptela inventada por uma  velha negra (antigamente, antes do politicamente correto,  dizíamos, mesmo, era “preta velha”), ao se dirigir ao meu avô, paraibano de boa sepa e que morava em Manaus. Ela respeitosamente, queria dizer: “Senhor, Doutor, Elviro”. Juntava tudo e saía “Sotôviro”. Alma nobre, a velha Báia, filha de ex-escravos, sempre intercedia em favor dos filhos do Sotôviro, um deles, meu pai, nos momentos em que o “pai velho”, como era chamado o Sotôviro pelos filhos, os repreendia  pelos seus mal-feitos e ameaçava  aplicar um corretivo rápido com alguns ligeiros cascudos nas cabeças da meninada. Lembro-me, hoje, com muita saudade, que meu falecido pai contava que inúmeras vezes saía da mesa com fome e a velha Báia, sem que o Sotôviro visse,  amassava com a mão parte de sua comida e dava para meu  esfomeado pai comer. Eram  tempos difíceis na casa do “pai velho”, dinheiro curto, por volta de 1915/1920. Sotôviro era advogado, politicamente sempre na oposição, o que lhe causou perseguição do Governo e os seus  clientes, por medo, foram rareando. O que sempre me causou espanto é a história que meu pai Moacyr contava. Dizia ele que o Sotôviro, ao constatar que um filho seu atingia a maioridade, na época, 21 anos, dava um aviso verbal ao filho, fazendo vê-lo que uma vez atingida a maioridade ele teria que sair da casa dos pais. Esse era o rito de passagem para a idade adulta, considerada por ele a atitude mais eficaz.  E fez isso com os quatro filhos homens, só não dando esse aviso prévio à filha mulher Araci, pois entendia ele que  filha  deveria ser protegida pelos pais a vida toda, só saindo de casa pelo casamento, o que não aconteceu com a “Ará”, pois  permaneceu a vida toda solteira, mas com um emprego público no cargo de Tesoureira, portanto, independente financeiramente. Nasceu, viveu e morreu na mesma casa, seguindo a legislação do “pai velho”. O “pai velho” não deixou nenhuma riqueza e como ele mesmo dizia: “não deixo bens para os filhos, mas deixo o bem principal: educação”. Homem honesto, conduta exemplar, embora duro no seu conceito de educar, talvez reflexo dos tempos rudes de moço quando vivia no alto sertão da Paraíba, andando de jegue para ir     para a escola. Seus estudos foram custeados com o trabalho duro e diário de sua mãe,lavadeira de beira de rio. Formou-se em Direito, na famosa Faculdade de Direito de Recife, e   foi professor de Direito Constitucional na Faculdade do Amazonas.&lt;br /&gt;                              Tinha mais coisa interessante para falar do Sotôviro, como, por exemplo, a saída de sua casa do seu filho natural, fruto de uma aventura quando jovem com uma índia paraense. O filho, um caboclo atarracado,ombros largos, com 14 anos, fugiu de casa porque havia sido reprovado, pela segunda vez, no ginásio. Sabia que não poderia ter perdão e não escaparia de um grande castigo, talvez até uma surra de galho de goiabeira e não poderia contar com a velha Báia, já sem   forças para segurar o Sotôviro.  Dantino, como era chamado o menino, que aliás tinha o nome do pai, Elviro, não voltou para a casa. Depois  de três dias de ausência, chega em casa o Dantino acompanhado de um oficial da Marinha Brasileira. É que Dantino havia se refugiado em um navio da marinha de guerra, que naquela semana ancorara no porto de Manaus. O oficial foi pedir licença ao Sotôviro para que o menino ingressasse na marinha como aprendiz de marinheiro. Toda a tripulação,dizia, havia se encantado com o caboclinho, achando-o muito inteligente e todos tinham certeza que ele seria um bom marinheiro. Como o Dantino dissesse ao pai que ele queria isso mesmo: ser marinheiro, o pedido foi aceito. Era assim o Sotôviro, não que ele não sofresse, mas jamais deixava transparecer a sua dor. Era um estóico!  Dantino passou 50 anos na Marinha e reformou-se como Capitão de Fragata, pois não tinha curso superior. Era conhecido pelo apelido de Gigante, brincadeira dos colegas,  em razão de sua baixa estatura. Penso que após essa longa digressão familiar, posso retomar o  assunto de hoje: o problema dos jovens adultos europeus, tanto na Inglaterra, como na Espanha, na Itália e até na sisuda Alemanha. O noticiário informa que na Espanha a nova geração que não abandona a casa dos pais está sendo chamada de geração Ni-Ni (ni estudia, ni trabja),  isto é, nem estuda, nem trabalha! A mãe espanhola é quem faz a cama, recolhe a roupa suja do chão e todo dia grita solenemente: “vem para a mesa, senão a comida esfria!” Na Itália, onde estão as famosas “mammas”, que só perdem em fanatismo pelos  filhos para as mães judias, são populares nos dias de hoje os mammoni, rapazes e moças dos 18 aos 40 anos. Todos agarrados às saias da mamma!A coisa está tão feia  que o Ministro da Administração Pública da Itália quer, através de lei,  obrigar os filhos a saírem de casa aos 18 anos. Estou de acordo. E se morasse na Itália ainda daria um nome para essa lei: lei Sotôviro. Esses meninos iam ver o que é bom pra tosse... É hilariante saber que os italianos não gostaram da idéia do Ministro, que, afinal, teve que se desdizer e confessar publicamente que já foi “mammone” e que até os 30 anos não sabia arrumar a cama, nem cozinhar. E completou: “finalmente vou casar aos 60 anos!    Na Inglaterra esses “meninos e meninas” são chamados de kidults, obrigando o Governo Inglês a publicar uma cartilha para os pais de “filhos inquilinos”, com conselhos para estimulá-los a largar a barra da saia da mãe. Na Alemanha também está sendo registrado o fenômeno “hotel mama” e já foi tempo em que o jovem alemão tinha vergonha de dizer que ainda morava com seus pais. Não quero nem pesquisar como a coisa está em Portugal. No Brasil, há muitos anos vi o porteiro do prédio onde morava, na Tijuca, dizer que no quarto andar morava um Canguru. Já  ia fazer a denúnica à sociedade protetora dos animais, quando fui,felizmente, impedido por minha filha mais velha, Danuza, que me disse que se tratava de um senhor solteiro que ainda vivia na casa da mãe! Será um fenômeno universal? &lt;br /&gt;                                       Sinceramente, rodeados que estamos com os mais formidáveis fenômenos da natureza, como terremotos, enchentes, vendavais, fazendo literalmente a terra balançar e ainda por cima tendo ouvido, eu mesmo,- ninguém me contou,- o inatacável Dalai Lama, uma reencarnação divina, segundo falam, dizer que não tem a menor idéia do que seja o ser humano e justificou ainda a sua ignorância:- como posso entender tamanha diversidade de 06 bilhões de pessoas? E ainda deu um sorriso!   E não foi um sorriso amarelo, não! Foi um sorriso maroto!  Ora,como não podemos deixar de fazer uma reflexão e ter um apoio, por menor que seja, vou ficar é mesmo com a teoria e a prática do Sotôviro, sugerindo que os educadores façam um estudo da biografia dele, pois tenho certeza que, pelo menos, no que diz  respeito à independência dos filhos, acabaríamos de vez com esses filhos da mãe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-2475679622760898913?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/2475679622760898913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/02/os-filhos-da-mamma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/2475679622760898913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/2475679622760898913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/02/os-filhos-da-mamma.html' title='Os filhos da Mamma!'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-3005299187766186702</id><published>2010-02-08T12:09:00.000-02:00</published><updated>2010-02-08T12:10:49.347-02:00</updated><title type='text'>Impressionismo</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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 &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                          &lt;/span&gt;Por favor, não se assombrem, não vou dar uma aula sobre o impressionismo, que como vocês sabem, surgiu de uma crítica ferina do pintor e escritor Louis Leroy, analisando a pintura denominada “ Impressão, nascer do sol”, de Claude Monet, dizendo simplesmente o seguinte sobre o quadro de Monet: “&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i&gt;bem o sabia! Pensava eu, se estou impressionado é porque lá há uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é mais elaborado que esta cena marinha&lt;/i&gt;". A expressão foi usada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de forma pejorativa, mas Monet&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;adotou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o título, sabendo da revolução que estava iniciando na pintura. Ora, estava eu a pensar o que pode significar uma crônica, qual a diferença dela para um conto, e, afinal, o que queremos transmitir com a chamada crônica.Com relação à diferença não há o menor acordo entre os autores. Interessante é que procurando dizer o que é crônica nas minhas crônicas (será que são,mesmo,crônicas?), deparei-me, para minha felicidade, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com um companheiro aqui do recanto das letras, Jorge Cortás Sader Filho, que já falou sobre o tema e lá pelas tantas, ele cita Fernando Sabino, que dizia que “crônica é tudo aquilo que chamamos de crônica”. Na minha pesquisa impressionista, quer dizer, desejando apenas captar alguma impressão sobre o tema, vejo alguém dizer, com referência ao conto:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Passo a bola para Mário de Andrade: "Conto será sempre aquilo que seu autor batizou de conto". Por sua vez, o meu saudoso e querido Artur da Távola disse sobre a crônica: " É o samba da literatura. É ao mesmo tempo, a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia. É isso.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Rendo-me às observações de Jorge Cortás Sader Filho e do grande Artur da Távola, que captou muito bem esta multifacetada característica da crônica, que parecendo uma literatura menor, não tem nada de simples. Mas apesar de não ser fácil, vou continuar por aqui a fazer minhas simplórias crônicas, pois todos nós cronistas menores &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;temos como mestre insuperável o nosso maior escritor que foi&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Machado de Assis. Aliás, Machado de Assis tem uma crônica sobre o assunto e esclarece o que é fácil na crônica. O começo da crônica é que é singelo. Olha só o que ele diz: “ &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Há um meio certo de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: “Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e &lt;i&gt;La glace est rompue&lt;/i&gt;; está começada a crônica.” &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Isso me faz recordar minha filha mais nova,Alessandra, que quando tinha apenas seis anos, logo se enturmava na praia de Copabacana e em cinco minutos de praia ficava logo rodeada por várias amiguinhas no maior conversê! Numa manhã,intrigado com essa facilidade da minha filha para fazer de desconhecidas amigas, perguntei: “Alessandra, como é que você faz para fazer amizade tão rapidamente? Ela me respondeu na bucha:- Pô, pai! Eu olho para uma menina e digo assim:a água tá fria, não tá? E aí começamos a conversar! Pois é justamente &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;isso o que estou desajeitadamente tentando fazer, levando o leitor para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;impressionismo da pintura, mas para chegar a um &lt;b style=""&gt;grand finale&lt;/b&gt;,aqui no nosso cantinho literário, dizendo simplesmente e cronisticamente que a crônica não tem como alvo encontrar a verdade, que, aliás, se esquiva da gente por todo o tempo, mas, apenas, contar uma impressão, um rascunho da verdade, uma visão parcial, dependente do ângulo em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que se situa o cronista, e quando muito uma verdade provisória,expressão cunhada por Descartes, em sua filosofia. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Daí o título impressionismo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Este papo de quem não quer nada, mas dizendo muita coisa, de que falava Machado, é o que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;me contenta! E não me venham agora ficar em dúvida se escrevi um artigo sério ou uma crônica. Respondo logo: escrevi uma crônica, quem vai duvidar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Gdantas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-3005299187766186702?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/3005299187766186702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/02/impressionismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/3005299187766186702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/3005299187766186702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/02/impressionismo.html' title='Impressionismo'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-2203965228033318708</id><published>2010-01-19T10:06:00.001-02:00</published><updated>2010-01-19T10:08:50.731-02:00</updated><title type='text'>O Pai do Ouro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                   Os americanos acabaram de eleger no dia 04 de novembro de 2008 o seu primeiro presidente negro, verdadeiramente, globalizado, o Sr. Barack Hussein Obama, nome que bem poderia sugerir um rei africano, ou um sultão árabe, jamais um nome da América Branca.&lt;br /&gt;                   Filho de um negro do Kenya, na África,e de origem muçulmana, e de uma branca,essa sim, americana, do Estado do Kansas.&lt;br /&gt;                  Nasceu em Honolulu, no paradisíaco Havaí, tendo morado parte de sua infância na Indonésia, ocasião em que sua mãe branca casou-se pela segunda vez.&lt;br /&gt;                   O homem já nasceu com a diversidade em seus genes e  apresentou-se ao mundo, mesmo não querendo, como um salvador, para enfrentar o caos social em que vivemos. Daí o frenesi que tomou conta do planeta, principalmente, da própria América do Norte, saudosa que está dos seus valores mais caros, aqueles dos tempos dos patriarcas dos EEUU, a noção arraigada de que tudo é possível naquela terra e que todos, sem exceção, têm mil oportunidades de crescer,bastanto querer.&lt;br /&gt;                  E o resto do mundo, de há muito estarrecido com o cowboy Bush, fazedor de guerras trágicas e injustas, vinha ansiando por alguém que apresentasse uma face mais humana, mais humilde, mais tolerante, sem arrogância. E esse homem apareceu, varrendo como um tufão a era dos Johns, dos Franklins, ou mesmo dos Charles.&lt;br /&gt;                 Parece incrível, nesses poucos dias após as eleições americanas, estamos assistindo a uma verdadeira carnavalização de todo o mundo, desde os sisudos ingleses até os musicais e alegres africanos,festejando a vitória do Obama, como se um novo Messias houvesse chegado para nos trazer a paz e a igualdade entre os povos tão esperada e nunca alcançada .&lt;br /&gt;                O orgulho dos africanos é patente, orgulhosos do seu representante negro. Nós, no Brasil, com o nosso pé na África, não poderíamos ficar atrás e já há quem esteja se recordando do samba enredo da Mangueira, de 1976, com o título “No reino da mãe do ouro”,ligeiramente alterado para “no reino do pai do ouro”, cujo refrão naquele carnaval era muito cantado: “Ôbabá,olá-o-babá, é o pai do ouro que vem nos salvar”.&lt;br /&gt;                   Como a crítica sempre vem e alguém vai logo dizer que o Brasil não se emenda, que é por isso que não vamos pra frente, com esse excesso de tropicalismo e ainda por cima coisa tão antiga,vou logo dizendo aos meus detratores que também sei me atualizar e posso também dar o meu grito de alegria pela vitória do Obama, com uma saudação bem abaianada, no mais alto e bom som: “Ó-paí-ó, ópaí-o, ópaí-o”!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gdantas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-2203965228033318708?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/2203965228033318708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/o-pai-do-ouro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/2203965228033318708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/2203965228033318708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/o-pai-do-ouro.html' title='O Pai do Ouro'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-2906211108925135906</id><published>2010-01-19T10:03:00.002-02:00</published><updated>2010-01-19T10:05:38.712-02:00</updated><title type='text'>Ponto Final</title><content type='html'>A minha intenção era escrever sobre as festas de Santo Antônio, o padroeiro da cidade de Miracema. Sempre espero ansioso pelo mês de junho, quando ocorre esse festejo tradicional, principalmente para saborear os bolinhos de aipim, recheados com carne moída, que se desfazem na nossa boca de maneira deliciosa e com um sabor que nunca vi em lugar nenhum do mundo. Penso que nem no Nordeste se faz igual, feito com muito esmero e religiosamente pelas senhoras da Igreja Matriz de Santo Antônio, sob a direção competente do Padre Matheus, recentemente promovido a Monsenhor (talvez esse bolinho tenha influenciado a promoção do nosso padre, mas esse pensamento,evidentemente, é de alguém que já está cometendo o pecado da gula). O nosso Monsenhor Matheus é um indiano já adaptadíssimo aos costumes miracemenses, saudando na rua seus párocos com o inconfundível ei! Quando pára para conversar mais demoradamente, entremeia suas frases, em bom português, com o também inconfundível é, ué!!!&lt;br /&gt;                       Mas o que me traz aqui neste cantinho das minhas surradas crônicas é o doloroso acidente do avião da TAM, com cujo luto dos familiares dos mortos, todos nós nos solidarizamos, ocorrido em São Paulo há poucas semanas. Agora todos ficamos sabendo da existência de flaps, idles, reversos, arremetidas, manetes e outros bichos aeroviários. O caos aéreo ou apagão, como queira o leitor denominar, mostrou de modo muito claro a desordem e a incompetência neste setor vital e importante para o país. Como reação tardia, procurou-se um salvador e eis que surge o eminente jurista Nelson Jobim, gaúcho de decisão, que imediatamente começou a botar ordem na casa. Vi pela televisão várias declarações enérgicas dele, sempre concluindo com um ponto enfático: “Não haverá mais conexões no aeroporto de Congonhas, PONTO!” ; “Toda a Diretoria da Infraero será mudada, PONTO!”; “Se houver aumento abusivo das passagens aéreas, o Governo não permitirá, PONTO!”.&lt;br /&gt;                       Nunca pensei que uma simples frase, terminando com um ponto desses,surtisse tanto efeito benéfico, pelo menos para mim, que passei logo a acreditar no homem.&lt;br /&gt;                      Realmente, precisávamos desse ponto final neste caos absurdo no setor aeronáutico da nação. Depois de tantas vírgulas, ponto-e-vírgulas, reticências, só um PONTO poderia acabar com essa calamidade inominável.&lt;br /&gt;                     Aplaudimos de pé o nosso atual Ministro da Defesa, que até já apareceu de uniforme de campanha de guerra, tipo Fidel Castro, lembrando mesmo Charles De Gaulle durante a segunda guerra mundial, pontuando todas as decisões para que reine novamente a segurança que tanto necessitamos. Minha opinião pessoal: caso o nosso Ministro resolva de vez, como acredito que resolva, o caos aéreo, sou a favor de requisitá-lo para a segurança publica do Rio de Janeiro, pois tenho certeza que ele resolveria o problema da nossa criminalidade. PONTO!!!    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                     Gdantas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-2906211108925135906?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/2906211108925135906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/ponto-final.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/2906211108925135906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/2906211108925135906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/ponto-final.html' title='Ponto Final'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-8186712681819775315</id><published>2010-01-19T09:52:00.002-02:00</published><updated>2010-01-19T09:55:32.220-02:00</updated><title type='text'>Parar ou Continuar</title><content type='html'>Muito modernamente a psicologia vem apresentando um conceito muito novo chamado de resiliência. Parece que é um tema tirado da física. É que certas pessoas parecem possuir uma tal força interna que resistem a qualquer adversidade da vida. Daí a mídia, apressadamente,começar a fazer a propaganda do brasileiro como sendo resiliente, aquele que resiste  a tudo, que não desiste nunca. Até que Euclides da Cunha, nos Sertões,teve um vislumbre dessa tal de resiliência, quando cunhou a frase, mas só para os nordestinos, “o nordestino é antes de tudo um forte”.  &lt;br /&gt;                                                  Mas como vivemos num mundo dual, de opostos, às vezes é bom resistir, noutras é melhor parar, como bem acentuou o nosso admirável escritor Veríssimo, em recente crônica. Falava ele sobre a necessidade de parar, contrariando, assim, o conceito da resistência. Dava o exemplo do escritor que está escrevendo um alentado romance e que, de repente, sem mais nem menos, pára de escrever e  envia correndo seu manuscrito para o editor no estado em que se encontra a obra, para não correr o risco de nunca conseguir terminar o seu romance. Outro exemplo marcante, lembra ainda o nosso escritor, foi o do recém-falecido Michael Jackson, que não soube parar de fazer plásticas em seu rosto, de modo  que a cara do assim chamado rei do “pop” se transformou em algo insólito(não resisto e não paro de aplicar esta palavra,pois foi a primeira palavra mais estranha que conheci na minha adolescência), difícil de dizer afinal com que cara o artista ficou, se é que restou ainda alguma cara!&lt;br /&gt;                                                 Esta crônica do Veríssimo abordando tema tão transcendental para o ser humano, semelhante ao famoso ser ou não ser de Shakespeare,  me faz não resistir e apresentar minha   paródia- parar ou continuar-, eis a questão! &lt;br /&gt;                                                 Lembrei-me que muitas das vezes pedimos para continuar, como no exemplo histórico do filósofo  inglês Francis Bacon, o primeiro a conceber um método para a ciência, tendo sido o maior orador de seu tempo. Ben Jonson  dizia “que nenhum homem falou com maior clareza, resumida e seriamente que ele, tanto que os ouvintes não podiam tossir ou sequer desviar o olhar, sem perderem alguma coisa. Dominava as emoções da platéia e o receio de todo o homem que o ouvia era justamente de que ele parasse de falar”. Mas esse exemplo que cito, para falar a verdade, é a famosa exceção que confirma a regra. É possível talvez citar mais outra exceção, que foi a persistência e o perfeccionismo de Vatel, famoso cozinheiro francês, que viveu nos tempos de Luiz XIV, o rei-sol, que acabou por inventar, com sua resiliência,sem jamais parar com suas experiências culinárias, o apreciado creme de Chantilly.&lt;br /&gt;                                                 Mas fora esses dois escassos exemplos, concordo que precisamos mesmo de parar com muita coisa e o mais importante passo seria, segundo o próprio Bacon, parar de mentir, o que iria provocar, na minha modesta opinião, uma tal mudança no mundo, que, talvez, ficasse irreconhecível a vida e, sinceramente, não sei aonde iríamos parar...&lt;br /&gt;                                                    Admitamos, pois, que chega a hora em que temos de parar de fumar, parar de torcer para o Vasco, parar de beber, parar com aquele namoro encruado e outras coisas que tais.&lt;br /&gt;                                                     Tenho até que reconhecer que preciso parar de buscar mais idéias sobre esse assunto, pois acaba de  se insinuar em mim  um pensamento sinistro: - será que tenho de parar de fazer crônicas ?&lt;br /&gt;                        Gdantas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-8186712681819775315?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/8186712681819775315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/parar-ou-continuar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/8186712681819775315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/8186712681819775315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/parar-ou-continuar.html' title='Parar ou Continuar'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-1888873820644401352</id><published>2010-01-04T09:04:00.002-02:00</published><updated>2010-01-04T09:04:59.851-02:00</updated><title type='text'>Mais ou Menos</title><content type='html'>30/12/2009&lt;br /&gt;                                                                                                                  &lt;br /&gt;                                    Sempre busquei um tipo de raciocínio bem intelectualizado que me convencesse ser desnecessário fazer as três perguntas existenciais que nunca querem calar. São elas: Quem sou eu? De onde vim? E para onde eu vou? A minha intenção é óbvia, pelo menos para mim: não ingressar na “tribo” dos existencialistas, que não podendo responder a essas questões, entram em desespero e dizem, então, que a vida é um absurdo total e que estamos todos condenados a uma angústia existencial, que só termina com a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      Claro, já adianto aos  meus leitores, evidentemente,  que também não sei responder a essas questões, digamos, transcendentais! Existem, sim, respostas místicas e mesmo religiosas, mas aqueles de índole racional e indagadora ao extremo, estas explicações, que entram no terreno  quase da mágica, não  conseguem convencer.  Diante disso e não tendo coragem para enfrentar de peito aberto essas velhíssimas questões, sempre procurei ter o respaldo de alguém de peso que disesse simplesmente que essas perguntas não têm respostas e, principalmente, que não precisam ser respondidas, com toda a convicção e sem medo de ser feliz, como diria o poeta.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      Não é que, finalmente, encontrei o cara que não quis responder a essas três interrogações, e que não deu a menor bola para  isso, dizendo solenemente que teríamos de tratar do homem na terra e que as coisas do céu ele desconhecia e não estava interessado. Deveríamos, isso sim, tratar de fazer o paraíso na terra. Esse homem foi Confúcio, cuja doutrina, cem por cento terrena, serviu de base para a educação chinesa por  dois mil anos. Confesso que vibrei com esse achado  e já posso,cheio de coragem, abandonar a tribo dos existencialistas, como Sartre, Becker, Camus  e outros menos votados.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      Rememoro esse tipo de coisa por ter vivido a época  trágica pós segunda        guerra mundial, provocando a desconfiança dos valores humanos e do mundo em que vivíamos,  dando origem ao nascimento dessas filosofias niilistas e bastante negativas. E acabei respirando o espírito da minha época.  Não havia meio termo, o homem não tinha valor e até a sua identidade era posta em dúvida. Tanto, que  o filósofo espanhol Ortega y Gasset , ao ser abordado na rua por uma senhora que lhe indagara se ele era o Ortega  y Gasset, o filósofo respondeu, sem pestanejar : “Mais ou menos”.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                               Gdantas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-1888873820644401352?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/1888873820644401352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/mais-ou-menos_04.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/1888873820644401352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/1888873820644401352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/mais-ou-menos_04.html' title='Mais ou Menos'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-146087362207867440</id><published>2010-01-02T15:18:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T15:21:24.897-02:00</updated><title type='text'>O sentido da vida</title><content type='html'>O sentido da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  Toda a humanidade, desde sempre, nasceu, viveu e morreu. É  o óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues.&lt;br /&gt;                   Mas o que muita gente não sabe é que a humanidade sempre viveu em apuros. Nunca houve paz  na terra. No nosso tempo, o século XXI, começaram a nos informar que quase tudo que aprendemos está errado. Que vivemos num planeta selvagem e que a natureza não é perfeita como foi dito na escola. Que ela é, em muitos sentidos, maravilhosa, não resta dúvida. Como ninguém soube até hoje responder o que é a vida, esse grande mistério insondável torna-se maravilhoso. Vida maravilhosa, mas imperfeita.&lt;br /&gt;                    E o sentido da vida? Você sabe? Nem eu. Mas espere, essa resposta agora ficou fácil, segundo os biólogos, depois da descoberta do DNA. O sentido da vida para a natureza é a procriação das espécies, só isso! E tome propagação há bilhões de anos. E o homem? (incluído aí a mulher, senão vão me chamar de machista).  Bem, o pobre homem, espremido entre duas grandes eternidades, o passado e o futuro, tem que se virar como pode. Cada um de nós é obrigado a inventar uma finalidade para a sua curta vida. Essa busca de sentido é que fez nascer o nosso amor pela cultura: teatro, música, literatura, cinema e inúmeras outras formas de arte.&lt;br /&gt;                     Mas só nos realizamos plenamente se nos deixarmos arrebatar pelo nosso objetivo. Para ficar com dois exemplos musicais:  Pizinguim (menino bom em africano), como era chamado Pixinguinha por sua avó que veio da África, deixou-se arrebatar pela música e praticamente recriou o famoso chorinho brasileiro. Braguinha, que morreu outro dia aos 99 anos de idade (faria 100 anos agora em março), arrebatou-se pela marchinha carnavalesca, autor de mais de 500 marchas, entre elas, Copacabana, princesinha do mar. Eis um trecho: “Copacabana o mar eterno cantor/ ao te beijar ficou perdido de amor/ E hoje vivo a murmurar/ Só a ti Copacabana/ eu hei de amar”.&lt;br /&gt;                     Então, diria você que me está lendo, o negócio é se deixar arrebatar por uma idéia? É, diria eu, mas CUIDADO com as idéias de jerico, aquelas que não levam a lugar nenhum. E, tem mais, as boas idéias têm que ter uma boa pitada de ética, que só aprendemos na pauleira da vida cotidiana. As ideologias são perigosíssimas, as idéias de salvar alguém, idem. A história, sempre voltada para o passado, está aí para nos mostrar o que foram as Cruzadas, a “Santa Inquisição”, os fundamentalistas de todos os gêneros. Matança, matança e matança! Hitler matou 30 milhões de pessoas, Stalin, 50 milhões, Mao,  cerca de 70 milhões de chineses. &lt;br /&gt;                     Entre salvar a humanidade e colecionar selos, conchas de praia, ou qualquer outra coisa, prefira colecionar. Melhor, ainda, se dedique a um trabalho honesto. Pronto, dirá você, mais um moralista sacripanta(dicionário à mão, por favor)  a dizer o que tenho que fazer. Não, mil vezes não!!! O que quero dizer é que em um mundo só de trapaceiros torna a vida  insuportável de viver, o que parece já estar acontecendo nos dias de hoje.   Vejam como um simples raciocínio faz  você enxergar o óbvio ululante.&lt;br /&gt;                     Como esta crônica já está ficando meio séria, e sem ousar entrar na explicação religiosa do sentido da vida, não resisto à tentação de contar dois fatos engraçados e que se relacionam com este texto. A primeira é aquela conhecida dos bons escoteiros. Como se sabe, o escoteiro tem que praticar uma boa ação todos os dias. Numa tarde, três escoteiros foram ao Escoteiro-Chefe e disseram que haviam praticado juntos uma boa ação. Tinham ajudado uma velhinha a atravessar a rua. O Escoteiro-Chefe perguntou porque os três ao mesmo tempo, bastava um para atravessar a  rua com a velhinha. Foi quando os três escoteiros responderam: “Mas ela não queria atravessar a rua... A outra diz respeito à comunicação entre os humanos.  Roberto Lent, grande neurocientista, contou que fez uma palestra científica sobre o cérebro para meninos na faixa de 10 anos, em uma escola muito pobre. Decidiu falar sobre o sistema nervoso e achou por bem não usar a palavra  neurônios e sim célula nervosa, para que os garotos entendessem melhor sua palestra. Assim, passou o tempo todo falando em célula nervosa pra lá, célula nervosa pra cá e terminou feliz sua palestra, certo de ter transmitido muito bem sua mensagem difícil às pequenas crianças. Foi quando um menino levantou o braço e perguntou: “Professor, existe célula calma?&lt;br /&gt;                  Um ótimo ARREBATAMENTO para todos.                                           &lt;br /&gt;                                                                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    Gdantas&lt;br /&gt;                     ano/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-146087362207867440?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/146087362207867440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/o-sentido-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/146087362207867440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/146087362207867440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/o-sentido-da-vida.html' title='O sentido da vida'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-1856890789304212705</id><published>2010-01-02T15:13:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T15:14:58.493-02:00</updated><title type='text'>A vida é um simulacro</title><content type='html'>Vou passando pela rua Direita, em Miracema, e bem em frente ao extinto Bar do Zé Careca encontro-me com o filósofo Juarez. Sim, aquele mesmo que me disse certa vez que a vida é um paradoxo. Puxou-me pelo braço e me segredou no ouvido: “Parceiro, a vida além de ser um paradoxo, também é um simulacro.” – Simulacro? – Exatamente, simulacro! Simulacro quer dizer aparência, semelhança, arremedo. – E daí? – Vou lhe dar um exemplo marcante. Já assistiu a TV Senado? – Assisto sempre. – Pois é, todos eles arrotam honestidade, preocupação com o Brasil, discursam muito bem, ficam indignados com a corrupção, todos se dizem pessoas exemplares, só fazem as coisas certas. Isto é um simulacro.&lt;br /&gt;                Com a minha proverbial ingenuidade, pergunto onde está a simulação. – Ora, meu jovem senhor! Quando estoura um grande escândalo de corrupção, quais os suspeitos que logo aparecem? Uns 10 senadores, 200 deputados e uns 20 Ministros. Estou mentindo? Claro, agora sem simulação, temos felizmente as exceções de praxe.&lt;br /&gt;                 Sou obrigado a concordar com o filósofo e começo a enxergar os simulacros da vida. Vem-me à lembrança a outrora União Soviética, o paraíso do comunismo, igualdade absoluta, todo o povo feliz e muito bem de vida, grande potência. E eis que de repente, de um dia para o outro, acabou a União Soviética e todos vimos que não era grande potência coisa nenhuma, com um povo na miséria. Que grande simulacro! – Juarez, essa sua idéia me parece perigosa, pois já estou vendo simulacro em tudo na vida. – É isso aí, você aprendeu rápido, tá vendo como a vida é um grande simulacro? Quer outro exemplo? Veja o carnaval brasileiro. Até um dia antes de começar o carnaval, os repórteres da TV dão as notícias com ar de seriedade, mas assim que chega a festa de Momo, eles começam a mostrar uma cara de muita alegria e o povo vai na onda, todo mundo alegre, rindo à toa, sambando, dando as mãos, aquela maravilha rebolosa que todos nós conhecemos. De súbito, chega a quarta-feira de cinzas e toda a gente vai tratando de mostrar a cara séria, querendo logo engrossar uma procissão ou uma passeata contra a criminalidade, com choro e vela e tudo mais a que tenham direito. O que é isso? –Simulacro, digo eu, já apavorado com as farsas da vida e já imaginando o leitor fazendo suas reflexões e notando ora ali ora aqui, em suas casas, na rua, nas instituições sociais, que a vida é mesmo um grande simulacro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       Gdantas&lt;br /&gt;                       ano/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-1856890789304212705?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/1856890789304212705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/vida-e-um-simulacro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/1856890789304212705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/1856890789304212705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/vida-e-um-simulacro.html' title='A vida é um simulacro'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-910107555955096840</id><published>2010-01-02T14:13:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T14:16:26.060-02:00</updated><title type='text'>O Bar do Zé Careca</title><content type='html'>- Rapaz, ontem estive no bar do Zé Careca e aprendi uma porção de coisas que não aprenderia nem na Sorbonne.´&lt;br /&gt;- É mesmo? Mas eu acredito, já notei que lá no bar funciona uma espécie de Central de Informações da cidade. E tem uns caras que falam de filosofia, economia do país, direito, criminalidade, como gente grande.&lt;br /&gt;- Pois é, é o que estou dizendo, tirante os mais dogmáticos, como o Chico Bocão, que diz resolver a criminalidade no tapa, mandando toda a turma do mal para a cadeira elétrica em dois tempos, tem aqueles com teses profundas, com uma dialética de fazer inveja ao velho Marx.&lt;br /&gt;- Mas o que foi que você aprendeu ontem?&lt;br /&gt;- Aprendi, por exemplo, que aquela famosa frase do grande escritor português Fernando Pessoa, que todo mundo repete, mas não sabe o que significa, “Navegar é preciso, viver não é preciso”, diz respeito à precisão. Manjou? Pra navegar tem que ter precisão, enquanto a nossa vida não tem precisão, fica mais à mercê do acaso.&lt;br /&gt;- Não brinca? Eu sempre citei essa frase pomposamente e morria de medo que alguém me perguntasse o que o Pessoa queria dizer com isso. Felizmente as pessoas ouviam e ficavam quietas,para demonstrar que também eram intelectuais da pesada.&lt;br /&gt;- E tem mais, quando eu ia saindo do bar, um amigo do falecido Luís Novaes, que Deus o tenha, aquele que repetia sempre que era quase-honesto, olha só a profundidade da frase. Você sabia que hoje a ciência vem afirmando que quem fala que é honesto não é honesto? Aí é que está a sacada do Novaes, pois ele intuitivamente sabia que era suspeitíssimo para falar dele próprio. Assim, apesar de ser um homem comprovadamente honesto, ele dizia sempre que era quase-honesto. Mas voltemos ao que eu ia dizer: o amigo do Novaes estava falando que a cidade de Friburgo está dentro de uma cratera de um vulcão extinto há milhares de anos aqui no Brasil. E  a comunidade científica internacional ainda não tomou conhecimento dessa nossa descoberta.Segundo, ainda, o amigo do Novaes, os nossos matemáticos, o professor Carrá e o professor Thélio,mesmo sem o trabalho arqueológico necessário, já teriam até elaborado os primeiros cálculos provisórios sobre essa cratera.Eles se garantem só com os cálculos. Embora o pessoal diga que é boato, eu ponho a mão no fogo que isso é a pura verdade.Onde você aprenderia tudo isso, senão no Zé Careca?&lt;br /&gt;- É , amigo, o bar do Zé Careca parece mesmo uma Academia Grega do tempo do Helenismo, com seus dogmáticos, cínicos, transcendentais, pragmáticos, céticos, matemáticos, etc. Mas minha mulher não entende isso. Outro dia, voltando do bar, passei a contar a ela o que havia aprendido. Sabe o que ela respondeu?&lt;br /&gt;- O que foi?&lt;br /&gt;- Simplesmente, me respondeu com ar de enfado: “você é muito bobo mesmo, acredita nessas baboseiras de gente desocupada. Olha, trata é de tomar banho já, já, pois você está fedendo a óleo de pastel. Se não tomar o banho, eu não deixo você dormir hoje no meu quarto !!! &lt;br /&gt;                                                                                                                           Gdantas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                       ano/2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-910107555955096840?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/910107555955096840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/o-bar-do-ze-careca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/910107555955096840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/910107555955096840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/o-bar-do-ze-careca.html' title='O Bar do Zé Careca'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-708512200501680273</id><published>2010-01-02T13:57:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T13:58:52.465-02:00</updated><title type='text'>O artigo 120 dos Estatutos da Gafieira</title><content type='html'>Tudo aconteceu nos idos de 1960, na cidade maravilhosa. Éramos quatro amigos inseparáveis. Todos na faixa entre 18/20 anos. Tínhamos acabado de fundar um Clube, sem sede, o Clube da Mijada Universal (C.M.U). O Presidente era eleito sempre no dia 31 de dezembro, na passagem do ano, quatro votos e voto secreto. O Jorjão, o mais velho, era sempre eleito. Havia um certo respeito do grupo com a inteligência e a cultura do Jorjão, poliglota, aluno nota 10. Tanto isto era verdade, que quatro anos após o incidente que vou contar, ele passou para o Itamaraty, sem fazer cursinho, sem nada, direto. Para competir e não ficar muito atrás do nosso Embaixador, fiz questão de elaborar a nossa Constituição, copiando, claro, o modelo da Constituição Federal, mas muito melhor, já que só tinha uns oito artigos e no máximo uns três parágrafos. Pela nossa Constituição, o direito à liberdade na noite era absoluta, cláusula pétrea, mesmo.Assim, depois de uma noitada de chopp, os quatro podiam sair urinando pelas ruas de Copacabana, como um direito universal e afrontando a polícia. Nunca encontramos nem bandido, nem muito menos a polícia, que nessa época, podia dormir à noite inteira sem ser incomodada. A farra era nos fins de semana e só ficávamos em bares que tivessem o nome começando com a letra s. Santarém, na praia de Botafogo, Sereia e Seleto, ambos em Copacabana. O Seleto, apesar do nome respeitável, no Posto 6, era o mais escrachado. Era no Seleto que encerrávamos nossas atividades, lá pelas 4 da matina.&lt;br /&gt;Acabei entrando por um atalho. Não é a história do CMU que interessa por ora, e sim, o que aconteceu comigo num baile pré-carnavalesco, no famoso Bola Preta, no Centro do Rio( ficava e ainda fica em frente a uma lateral do Teatro Municipal do Rio, perto do antigo Tabuleiro da Bahiana). Havia um mito entre os rapazes que no Bola valia tudo. Pois bem, depois de suplicar muito a um primo que era escrivão de polícia, respeitado pela malandragem,afinal consegui que ele arranjasse quatro convites para o baile do Bola Preta. Com os convites no bolso, lá fomos nós para o Bola. O salão situa-se numa sobreloja. Subia-se em uma escada bem estreita e um porteiro (não havia esse negócio de segurança) abria e fechava a porta rapidamente, só entrando quem tivesse o convite. Quando entramos no salão, o baile já estava quente. Ficamos os quatro, deslumbrados, na borda do salão vendo a turma sambando. Os meus três amigos logo entraram na roda e eu fiquei mais algum tempo inspecionando as moças que passavam. Foi quando aconteceu o inesperado. Passou uma gata linda, fantasiada de Odalisca. Quando chegou perto de mim, deu aquele requebrado caprichado de Odalisca das mil e uma noites, expressando  com o seu rebolado todo o amor nos olhos e no corpo. Claro, que eu, como um bom Califa, em retribuição, dei a minha saracoteada em torno dela. Foi o fim do meu Califado. No mesmo instante, me vi suspenso no ar por dois cavalheiros que “educadamente” me atiraram na escadaria estreita da sobreloja, fechando logo a porta. Agora vem o notável de tudo que contei. Há três dias encontro na internet uma música de 1954, de autoria do famoso músico  Billy Blanco, música essa intitulada de Estatutos de Gafieira. E vi que a letra se refere ao art.120, onde o distinto que dançar de pé pro ar, debruçar-se na bebida sem querer pagar, abusar da umbigada de maneira folgazã, será distintamente censurado. E o pior, se balançar o corpo vai pra mão do Delegado.&lt;br /&gt;Refletindo comigo mesmo, cheguei à conclusão de que viver muito tem suas vantagens. Pois  só agora, aos sessenta e bordoada, tive a noção exata de que naquela noite infringi o art. 120. E eu, erradamente, passei a vida toda passando por vítima da maior injustiça desse mundo. Aproveitei e fiz logo a revisão dessa parte do meu passado, com esses novos dados históricos. Mas como sempre acontece, mesmo com essa evidência, o fato pode admitir interpretações. Um amigo não concordou com essa revisão, ele acha que no Brasil as leis são aplicadas de acordo com a posição das pessoas e costumam não pegar. Para ele, fui expulso do salão porque provavelmente a Odalisca deveria ser mulher de um dos Diretores do Bola Preta. Fosse uma outra qualquer, a turma faria vista grossa. Nada me resta a fazer do que deixar à reflexão do leitor consciente a sua interpretação do fato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-708512200501680273?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/708512200501680273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/o-artigo-120-dos-estatutos-da-gafieira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/708512200501680273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/708512200501680273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/o-artigo-120-dos-estatutos-da-gafieira.html' title='O artigo 120 dos Estatutos da Gafieira'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-217236600938478941</id><published>2010-01-02T10:17:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T10:19:14.139-02:00</updated><title type='text'>A Benção Bar do Zé Careca</title><content type='html'>Peço  licença ao grande miracemense Adilson Dutra, para também me associar ao seu belo lamento sobre o fechamento do Bar do Zé Careca, publicado no Jornal dois Estados, no dia 30 de janeiro de 2007.&lt;br /&gt;                 Sim, o bar do Zé careca fechou suas portas, no Natal de 2006.&lt;br /&gt;                 MORREU, FORA DO COMBINADO !!!&lt;br /&gt;                 Estamos todos nós miracemenses órfãos do mais tradicional bar de Miracema, que se localizava na principal rua da Cidade, a rua Direita, com cerca de 60 anos de idade, onde frequentaram e desfilaram figuras ilustres e famosas do nosso país. Por lá passaram o fenomenal Garrincha, das pernas tortas; o Ademir Queixada,  o camisa nove da seleção brasileira de 1950, amigo de todas as horas do grande Joffre Salim, orgulho de Miracema; o poeta Olegário Mariano; o Prefeito do Rio, Cezar Maia; o jurista e  ex- Ministro do Supremo Tribunal Federal, Evandro Lins; Zezé Moreira e seus irmãos Aymoré e o maestro Aderbal, que mora atualmente em Paris.  E  muitas, muitas outras personalidades. &lt;br /&gt;                   Por isso, meu caro Adilson  Dutra, penso que você foi modesto, uma qualidade aqui da terra, quando você disse que o Bar do Zé Careca era uma referência regional.  Ouso dizer que era uma referência internacional, porque esta notícia das portas cerradas do Bar, tenho certeza, vai abalar o meu amigo chileno Quezada, lá em Santiago do Chile. Também vai chocar o Toldo, carioca, que atualmente mora em Maceió, nas Alagoas. Sem falar no Robertão, contrabaixista e jogador de xadrez e que se esconde em Recife, Pernambuco. Em Londres, igualmente acontecerá o mesmo abalo, com os meus queridos enteados Luciano e Saulo.  E  não   quero nem pensar na minha irmã Naná, lá no Rio de Janeiro,que conheceu o Bar e ouvia semanalmente os “causos” e as piadas do Zé Careca . Sempre que contava a ela uma boa piada, ela logo dizia: “essa piada só pode ser do Zé Careca”.  Olha, até agora não tive coragem de contar essa má notícia para esse pessoal, eles que tomem conhecimento ao lerem esta crônica.&lt;br /&gt;                      Portanto,  o choque vai ser  globalizado, para usar uma palavra da moda.&lt;br /&gt;                       Mas não posso mesmo é deixar de falar do pessoal da terra. Do Luizão da ótica, sempre explicando que o mundo todo é pura química,  desde a hora em que acordamos e escovamos os dentes, já estamos envolvidos com a química. O Maurício Monteiro, querido amigo, coração maior que ele, sempre com a língua afiada, no bom sentido,falando da história de Miracema  e da política local. O Zé Hamilton, com suas piadas hilariantes, mas se perguntássemos sobre suas atividades de engenharia, excelente engenheiro que é, ficava sério e dava uma aula estupenda sobre suas obras.  E o Cedir? Quanto menos ele conhecia um assunto, melhor ele discorria sobre o que não sabia. O Nilo, botando a boca no trombone contra a política em geral, mas sempre atento para ajudar as pessoas.  O Jobinha, que eu chamo de Jobim, e o Vandinho, que nas raras vezes em que não era encontrado no Bar, todos já sabíamos que estava em audiência no forum, já foram muito bem lembrados pelo Adilson .  O Luizinho, corretor, explicando a economia do país, sem deixar de alertar sobre a malandragem dos golpes econômicos.  O sóbrio e competente João Poeys, que não deixava de tomar o seu cafezinho matinal, dando lições de como preencher o imposto de renda, e olhando fundo no olho do interlocutor, arrematava sempre: “nada de sonegar”...  E eu, boquiaberto com tanta sapiência! Espantado, caro leitor?  É, ué! (expressão gostosa e genuína daqui).  O espaço não me deixa mais continuar a citar tanta gente boa, embora tenha ainda que mencionar a dupla de irmãos Roque e Monteirinho, menos assíduos, mas quando lá chegavam sempre tinham uma palavra sensata para nos dizer. O Brito, com medo do colesterol, me dizia, tomava umas cervejas com queijo picadinho, mas só nos dias pares. Os falecidos Chico Cotó, Luiz Novaes e Heitor Aversa, este,um dos primeiros a pilotar um teco-teco em Miracema. Os funcionários do Bar, claro, merecem registro, o Boi, Zé Carlos e Paulinho, rapaziada honesta e inteligente, exemplos nesta fase de mediocridade moral em que vivemos.&lt;br /&gt;                          E agora, José? Não temos mais a nossa Academia Popular.  A desorientação é grande. O fechamento de um bar, como diz o meu amigo Robertão, lá de Recife, com a sua aguda percepção, “é como perder a nossa casa, a nossa igreja, o nosso consultório médico.” Começo a procurar o culpado. É da nossa tradição procurar um culpado. Pois não é que outro dia ouvi da boca de um físico que o culpado da existência do universo é o Big-Bang!  Mas não entro nessa de achar um culpado. Vamos dizer que foi a enfermidade do Ricardo, filho do falecido Zé Careca e que administrava o bar com maestria, a causadora do fechamento do Bar e pronto!&lt;br /&gt;                           Para encerrar esse pranto saudoso e com uma ponta de esperança na ressurreição do Bar do Zé Careca, acho, com lágrimas nos olhos,  que todos nós deveríamos dizer cristãmente: A benção,  BAR DO ZÉ CARECA.                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                            Gdantas&lt;br /&gt;       jan./2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-217236600938478941?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/217236600938478941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/bencao-bar-do-ze-careca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/217236600938478941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/217236600938478941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/bencao-bar-do-ze-careca.html' title='A Benção Bar do Zé Careca'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-167151407075684994</id><published>2010-01-02T10:05:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T10:10:44.310-02:00</updated><title type='text'>Os impulsos humanos</title><content type='html'>Já falei em crônica antiga sobre os mistérios do nosso cérebro, um verdadeiro mundo à parte e que os obsessivos cientistas estão quebrando a cabeça para compreendê-lo.&lt;br /&gt;                            Pois bem, a respeito destes mistérios, todos nós conhecemos, até de experiência própria, que volta e meia sentimos impulsos estranhos e inadequados socialmente. Falo dos impulsos leves, inocentes, que, acredito eu, não trazem mal à humanidade.&lt;br /&gt;                           Nem os sábios filósofos, os chamados amantes da sabedoria, escapam a esses impulsos. O filósofo Juarez, tão citado por mim, já me confidenciou, com o rosto corado de vergonha, sentir um impulso irresistível para cantar, no mais alto som que possa, imitando o tenor Pavarotti, a eterna canção Sole Mio, dentro de um restaurante cheio de gente estranha. Segundo me disse, vem resistindo ao danado do impulso, mas não sabe até quando...&lt;br /&gt;                           Meu pai mesmo, homem dos mais sérios que conheci na vida, não resistia ao impulso de dar um grito enorme, aquele grito primal das cavernas, quando estava dentro de um ônibus apinhado de gente, mas só quando ele se encontrava no banco traseiro do veículo. Os passageiros levavam um susto aterrador e depois caíam na gargalhada. Nós, da família, morríamos de vergonha e ele se divertia com a sua travessura.&lt;br /&gt;                           William James, o maior psicólogo americano, nos conta a história verídica de um senhor que ouvindo a ordem de “Sentido”, de um pelotão de soldados que marchavam na rua, largou o seu jantar, obedecendo à voz de comando e procurou se engajar no Exército. Como tinha passado da idade, acabou entrando no Exército da Salvação!&lt;br /&gt;                           Interessante, vejam só como é a vida,  sou testemunha, junto com minha mulher, aqui mesmo em Miracema, de cena semelhante. Estávamos nós lanchando no antigo Bar do Zezinho e o garçon nos servia uma pizza, quando, de repente, passou um bloco de carnaval animadíssimo. O garçon na mesma hora largou o bandejão no meu colo e correu para o bloco feito louco, desaparecendo na multidão. E não voltou mais para o seu serviço. Disseram-me depois que o Zé Maria, é o nome dele, agora só aceita emprego que lhe dê total folga no carnaval, dada a sua absoluta impossibilidade de resistir aos folguedos de Momo.&lt;br /&gt;                           Quem está me lendo agora, com certeza, estará se lembrando de fatos semelhantes e até pensando, quem sabe, nos seus esdrúxulos impulsos pessoais.&lt;br /&gt;                           Soube da história de um homem pacato, honesto, que conversando com sua comadre, de repente, sapecou nela um beijo sensual, no que foi repelido prontamente e solicitado a dar a razão para tamanha intimidade. O pobre homem, atônito, também não entendia seu gesto e pedindo desculpas, apenas balbuciou que ele deveria estar naquele momento no mundo da lua. Até hoje o pessoal da cidade só o chama pelo ingrato apelido de Da Lua, que o deixa muito irritado.&lt;br /&gt;                            Um dos maiores pintores da nossa época, talvez o maior, Salvador Dali, em Nova York, apedrejou uma vitrine de uma loja de alto luxo. Preso, e depois solto com pagamento de fiança, perguntado sobre o motivo de ter lançado uma pedra na enorme vidraça de cristal da loja, disse simplesmente: “Tive um impulso!”&lt;br /&gt;                            É claro, satisfazendo a curiosidade mórbida dos meus leitores, que vou contar, para finalizar, o meu impulso predileto, que é a tentação quase irresistível de bater, com mão aberta, mas com força, numa cara bem rechonchuda, um rosto tipo do Jô Soares.&lt;br /&gt;                           Certo dia, no meu ambiente de trabalho, mirei a cara de um colega  possuidor de um rosto fantasticamente gordo, mas o amigo percebendo o meu intento, apesar de pessoa pacífica e avesso à violência, aplicou-me uma chave de braço, quase quebrando-o.&lt;br /&gt;                           Às vezes, fico a imaginar que o meu dileto amigo Renato Mercante, dono de um jornal da minha cidade, onde ele bondosamente publica minhas crônicas, soube de alguma maneira desta minha impulsão, pois vejo que ele tratou de fazer diariamente longas caminhadas, perdendo o excesso de peso que possuía, emagrecendo, conseqüentemente, o seu rosto. Para não brigar comigo, caso eu não resistisse ao meu impulso, tratou logo de se atirar ao sacrifício da ginástica. Mas quero deixá-lo tranqüilo, pois depois que levei a chave de braço, meu impulso reprimiu-se, embora alguns me digam que nunca se sabe se num belo dia, zás, o impulso reaparece com força total. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                 Gdantas&lt;br /&gt;                                                                ano de 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-167151407075684994?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/167151407075684994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/os-impulsos-humanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/167151407075684994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/167151407075684994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/os-impulsos-humanos.html' title='Os impulsos humanos'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-2967354105315233717</id><published>2010-01-02T10:03:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T10:05:18.167-02:00</updated><title type='text'>Zé Perequeté</title><content type='html'>Corria o ano de 1952. No pequeno pátio de cimento do Colégio Rezende, na rua Bambina, em Botafogo, bem atrás da famosa loja americana Sears, e do lado de uma Delegacia de Polícia, no Rio de Janeiro, o bedel Zé Perequeté, como acontecia todas as manhãs, bradava a plenos pulmões, tentando, em vão, diga-se de passagem, impor disciplina e ordem para um bando de adolescentes irrequietos e teimosos. Cena rotineira na chamada hora do recreio.&lt;br /&gt;                                           Alguns, como eu, jogavam um improvisado futebol, servindo de bola uma chapinha de refrigerante, numa correria louca pra lá e pra cá, sendo os chutes nas canelas uma desagradável regra, sem qualquer punição, é claro, a não ser o xingamento, como forma de amedrontar o adversário. Era uma sola de sapato por mês, sapato Tank, com aquela chapinha na ponta, que era pra agüentar essas refregas “futebolísticas” matinais. Os mais comportados e obedientes se limitavam a ir para a cantina, onde comiam seus sanduíches com coca-cola, guaraná ou grapete( a fanta uva de hoje). Outros, mais precoces e mais velhos, a idade variava de 11 a 15 anos, todos cursando o ginasial, se enfiavam nos banheiros e iam fumar, às pressas, um cigarrinho, sendo inevitavelmente apanhados em flagrante pelo Zé e apresentados ao Diretor, para o castigo máximo: três dias de suspensão do colégio, com anotação na carteira, com o ciente do castigo a ser assinado pelo pai ou mãe. Não sei o por quê,mas  a assinatura invariavelmente era sempre da mãe...&lt;br /&gt;                                            Todo esse caos acontecia entre nove horas e nove e meia da manhã. E o nosso Zé Perequeté tinha que vigiar essa gente toda em condições físicas precárias, já que havia perdido uma perna na segunda guerra mundial, nos campos da Itália.&lt;br /&gt;                                            Claro, nós, adolescentes, não levávamos em conta a deficiência do Zé, que acabou sendo apelidado de Zé Perequeté, o que o deixava bastante irritado. Quanto mais ele gritava, mas a turba de alunos gritava em uníssono: “Perequeté, Perequeté, Perequeté...”&lt;br /&gt;                                             Interessante, neste simpático resgate da memória do nosso Zé, não me recordar de algum de nós sentir alguma compaixão por ele não ter uma perna, obrigando-o a usar uma muleta de madeira. Na verdade, aqueles jovens não viam ninguém como deficiente, mesmo que houvesse alguma deficiência, isso era um mero detalhe a que não dávamos a menor importância, daí as brincadeiras aparentemente violentas ou desprovidas de compaixão com relação ao Zé, sem uma perna, míope, usando óculos e com o rosto envelhecido prematuramente.&lt;br /&gt;                                            Lembro-me até de uma cena, vamos dizer mais forte,  em que esse grupo de alunos mais precoces, do qual eu não fazia parte, embora admirasse a coragem deles, cercaram o Zé, aborrecidos com a perseguição implacável dele. Neste cerco, todos gritando Perequeté, Perequeté, alguém arrancou a muleta do Zé,  jogando-a para um colega. O nosso disciplinador, pulando com uma perna só, igual saci, tentava recuperar sua muleta, sem conseguir, pois ele ficou na roda, com a muleta sendo atirada de mão em mão, feito o olé do futebol. Depois de um tempo, a muleta foi entregue numa boa ao Zé, que, para minha surpresa, naquele dia, não se queixou ao Diretor da escola, que logo interpretamos,  na nossa santa sandice, que ele havia finalmente aprendido a lição e que agora em diante ele iria ser mais tolerante com as diabruras dos alunos, o que logicamente jamais aconteceu.&lt;br /&gt;                                              Embora este fato seja considerado politicamente incorreto, para citar a terminologia dos dias de hoje,invenção de americanos, nos obrigando a fingir um certo constrangimento “bondoso”,dando um nome bonitinho, como por exemplo, possuidor de necessidades especiais, posso extrair um dado bem positivo do espírito daquela maravilhosa época de nossa adolescência e que redundou em benefício para o Zé, que também nunca se comportou como um “coitadinho”. Pelo fato de que o tratávamos como se ele jamais tivesse a deficiência física, nunca ter sido insultado por não ter uma perna, não  resultou nele  qualquer complexo de inferioridade, em razão de sua deficiência.  Pelo contrário, o nosso amado Zé era bastante altivo.&lt;br /&gt;A aparente maldade era o “mal” da idade e o que queríamos era somente brincar, mesmo que para isso tivéssemos que de vez em quando jogar a muleta do “coitado” do Zé para o alto!   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Gdantas  &lt;br /&gt;           nov./2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-2967354105315233717?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/2967354105315233717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/ze-perequete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/2967354105315233717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/2967354105315233717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/ze-perequete.html' title='Zé Perequeté'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-5266146566605531809</id><published>2010-01-02T09:59:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T10:01:53.603-02:00</updated><title type='text'>Teorias Abundantes</title><content type='html'>TEORIAS ABUNDANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                               Há alguns anos venho tentando me recordar do nome de um escritor inglês moderno, que escreveu um interessante livro, onde procurava demonstrar qual o fundamental e único problema humano. Como acontece com muitos que se dedicam a estudar o chamado fenômeno humano, o seu intento era achar o “santo graal”, o que explicaria todo esse mistério acerca da existência da humanidade. Já foram tentadas as explicações mais mirabolantes, sem o mínimo sucesso. Pois esse autor,cujo nome não consigo me lembrar, afirma com todas as letras e crueza que o problema do ser humano é ter uma “bunda que caga”. Embora esta frase não seja nada sutil e muito menos cheirosa, o fato é que esse autor não está sendo original como eu inicialmente pensei, pois  fiquei sabendo que o grande filósofo existencialista Jean Paul Sartre, disse certa vez que “o universo gira em torno de um par de nádegas”. Sartre,ao contrário,não via problema  nas nádegas,dando um cunho de muita importância a esta parte do corpo humano. Em razão da dificuldade de se retratar o universo como ele é realmente, os próprios cientistas apelam para comparações e modelos mais prosaicos para que o leigo possa entender do que eles falam, a exemplo do que fez o inglês e o existencialista Sartre. E por vezes esses modelos imaginados acabam por ajudar o pesquisador em grandes descobertas, como foi o caso da descoberta do DNA, graças aos seus pesquisadores terem imaginado o DNA como uma hélice.Há  até uma teoria de que o universo seria um grande organismo pensante ,a teoria de Gaia, e, claro, com a irreverência dos filósofos de botequim, seria um pulo imaginarmos o universo como  um belo,aí já por minha conta,par de nádegas, mas sem cairmos na tentação de pensarmos o universo como uma mulher melancia, o que denotaria um mau gosto intolerável. Ora, segundo começo a especular, deveríamos evitar essas comparações com o organismo humano, para que não surjam sub-teorias, incluíndo peitos, costelas de adão,pés, e outros adereços  provocantes e mesmo imorais. É por isso que Einstein, embora também fosse bastante imaginativo quando da construção de suas teorias, ao apresentá-las nos congressos científicos, era bem parcimonioso e sucinto,evitando comparações.&lt;br /&gt;                              Mas como estamos vivendo uma época de vulgaridades, nem o grande cientista e o maior físico do nosso tempo Stephen Hawking resistiu a comparar o universo como uma bolha de sabão, que estaria se expandindo como uma bola de assoprar, o que provocou nele um certo medo de que pudesse existir alguém com um alfinete cósmico e que, só para se divertir, estourasse a nossa bolha, extinguindo de vez  com a nossa espécie, o que talvez não fosse de todo uma má idéia...&lt;br /&gt;                            Bem, para concluir, comecei a escrever esta crônica de fim de ano para lastimar ter me esquecido do nome do escritor inglês que escreveu uma tese atribuindo toda nossa problemática ao traseiro.  Estava disposto a contestar tal teoria, apresentando uma história semelhante ao do grande Hawking, que nos apresentou a sua bolha de sabão, mas sem  esse enorme perigo da alfinetada cósmica, pois,  sinceramente, prefiro a comédia ao dramalhão. Não se pode contestar, porém,  que tudo começou com um grande estouro, o big-bang,  o que nos remete novamente à imagem de um organismo. E quem teria o atrevimento, mesmo o mais radical religioso, de contestar que esse estouro não foi um grande “pum” dado pela matéria concentrada, originando daí o nosso universo? Quem sabe não era esse o problema vislumbrado   pelo inglês, pois acho que não houve apenas um big-bang, mas uma sequência de “puns “, ocasionando esta grande cagada universal em que estamos metidos. Apesar de tudo, a humanidade ainda sobrevive e ainda não está totalmente prejudicada, o que dá razão aos meus antigos colegas de ginásio, lá do Colégio Rezende, que não cansavam de afirmar,com toda a convicção:“o que abunda não prejudica!!!     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                  Gdantas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-5266146566605531809?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/5266146566605531809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/teorias-abundantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/5266146566605531809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/5266146566605531809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2010/01/teorias-abundantes.html' title='Teorias Abundantes'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1738314501025366782.post-4258209179697804705</id><published>2009-12-31T08:48:00.002-02:00</published><updated>2010-01-04T08:45:15.858-02:00</updated><title type='text'>Mais ou Menos</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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                                                                  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;span style=""&gt;                                    &lt;/span&gt;Sempre busquei um tipo de raciocínio bem intelectualizado que me convencesse ser desnecessário fazer as três perguntas existenciais que nunca querem calar. São elas: Quem sou eu? De onde vim? E para onde eu vou? A minha intenção é óbvia, pelo menos para mim: não ingressar na “tribo” dos existencialistas, que não podendo responder a essas questões, entram em desespero e dizem, então, que a vida é um absurdo total e que estamos todos condenados a uma angústia existencial, que só termina com a morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;span style=""&gt;                                      &lt;/span&gt;Claro, já adianto aos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;meus leitores, evidentemente, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que também não sei responder a essas questões, digamos, transcendentais! Existem, sim, respostas místicas e mesmo religiosas, mas aqueles de índole racional e indagadora ao extremo, estas explicações, que entram no terreno&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;quase da mágica, não &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;conseguem convencer.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Diante disso e não tendo coragem para enfrentar de peito aberto essas velhíssimas questões, sempre procurei ter o respaldo de alguém de peso que dissesse simplesmente que essas perguntas não têm respostas e, principalmente, que não precisam ser respondidas, com toda a convicção e sem medo de ser feliz, como diria o poeta.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                                                                                                                                            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                     &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                              &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;span style=""&gt;                                      &lt;/span&gt;Não é que, finalmente, encontrei o cara que não quis responder a essas três interrogações, e que não deu a menor bola para &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;isso, dizendo solenemente que teríamos de tratar do homem na terra e que as coisas do céu ele desconhecia e não estava interessado. Deveríamos, isso sim, tratar de fazer o paraíso na terra. Esse homem foi Confúcio, cuja doutrina, cem por cento terrena, serviu de base para a educação chinesa por&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dois mil anos. Confesso que vibrei com esse achado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e já posso,cheio de coragem, abandonar a tribo dos existencialistas, como Sartre, Becker, Camus&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e outros menos votados.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;span style=""&gt;                                      &lt;/span&gt;Rememoro esse tipo de coisa por ter vivido a época &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;trágica pós segunda&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;guerra mundial, provocando a desconfiança dos valores humanos e do mundo em que vivíamos, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;dando origem ao nascimento dessas filosofias niilistas e bastante negativas. E acabei respirando o espírito da minha época.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não havia meio termo, o homem não tinha valor e até a sua identidade era posta em dúvida. Tanto, que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o filósofo espanhol Ortega y Gasset , ao ser abordado na rua por uma senhora que lhe indagara se ele era o Ortega&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;y Gasset, o filósofo respondeu, sem pestanejar : “Mais ou menos”.&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;span style=""&gt;                               &lt;/span&gt;Gdantas&lt;span style=""&gt;                                &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12pt;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1738314501025366782-4258209179697804705?l=crnicasbemhumoradas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/feeds/4258209179697804705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2009/12/mais-ou-menos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/4258209179697804705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1738314501025366782/posts/default/4258209179697804705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crnicasbemhumoradas.blogspot.com/2009/12/mais-ou-menos.html' title='Mais ou Menos'/><author><name>Gilberto Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574065807610948266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_5b5bN01x8Z8/S0I97aL0VAI/AAAAAAAAACI/e-2-A7rmH-Q/S220/Fotografia+6+para+o+Blog-+Gilberto+005.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
